sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sobre o tempo e a sabedoria


Ajudando nos problemas
Pela manhã, o discípulo foi visitar seu mestre. 
- Tenho um importante problema para resolver – disse. 
- Gostaria que me ajudasse, porque tenho pressa.
- Como posso ajudá-lo? Eu posso saber como me comportar diante de determinado problema, mas esta é a minha maneira de agir. Se você está procurando crescer, observe os outros – mas jamais procure agir exatamente como eles. Cada pessoa tem um caminho diferente nesta vida. 
“Não nos transformamos em mestres porque sabemos repetir o que os mestres fazem, mas porque aprendemos a pensar por nós mesmos.  Descubra sua própria luz – ou passará o resto da vida sendo um pálido reflexo da luz alheia”.

A iluminação em sete dias
Um mestre zen dizia: 
- Buda afirmou aos seus discípulos: quem se esforça, pode alcançar a iluminação em sete dias. Se não  conseguir, com certeza alcançará em sete meses, ou em sete anos.
Entusiasmado, o jovem perguntou como conseguiria  chegar à sabedoria em sete dias. 
- Concentração – foi a resposta.
 O jovem começou a praticar - mas em dez minutos já  havia se distraído. Recomeçou, e de novo perdeu a concentração. 
Depois de uma semana, não havia conseguido nada de  concreto, mas estava mais atento a sua ansiedade e suas  fantasias. Aos poucos, foi prestando atenção em tudo que o distraía, e achou que não estava perdendo tempo, mas se acostumando consigo mesmo.  
Um belo dia, o rapaz decidiu que não era preciso chegar tão rápido a sua meta, já que o caminho estava lhe ensinando muitas coisas. 
E foi neste momento que se tornou um iluminado.

A história das duas rãs
Existem certas horas em que a paciência - por mais difícil que seja - é a única maneira de suportar determinados problemas. A famosa história a seguir ilustra bem a virtude de saber esperar:
Duas rãs caíram dentro de uma jarra de leite. Uma era grande e forte, mas impaciente - e confiando na sua forma física, lutou a noite inteira, debatendo-se para escapar. 
A outra rã era pequena e frágil. Como sabia que não teria energia para lutar contra seu destino, resolveu entregar-se. Com suas patas, fez apenas os movimentos necessários para manter-se na superfície, sabendo que cedo ou tarde iria morrer. 
“Quando não se pode fazer nada, nada se deve fazer” pensava ela. 
E assim as duas passaram a noite – uma na tentativa desesperada de salvar-se, a outra aceitando com tranquilidade à idéia da morte.
Exausta com o esforço, a rã maior não aguentou e morreu afogada. A outra rã conseguiu boiar a noite inteira - e quando, na manhã seguinte, resolveu entregar-se, reparou que  os movimentos de sua companheira haviam transformado o leite em manteiga. 
Tudo o que teve de fazer foi pular para fora da jarra.

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